A NFL põe fim aos controversos jogos do Pro Bowl após 75 anos e, a partir de agora, transformará o prémio numa mera homenagem aos melhores jogadores da época, sem qualquer competição desportiva.
A NFL põe fim a uma tradição que durou décadas. Tal como a liga anunciou na quarta-feira, durante as reuniões dos proprietários em Atlanta, o Pro Bowl deixará de ser disputado como um jogo a partir de agora.
Em vez disso, os 88 melhores jogadores da época serão oficialmente nomeados «Pro Bowlers» e homenageados numa cerimónia em Los Angeles, complementada por vários eventos de flag football.
«Não há problema em sermos a primeira liga a abandonar um jogo competitivo de estrelas», afirmou o vice-presidente da NFL, Peter O’Reilly, durante o anúncio. O Pro Bowl era parte integrante do calendário da NFL desde 1951, tendo sido cancelado apenas em 2021 devido à pandemia de COVID-19.
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Esta medida não é surpreendente. Já há quatro anos que a NFL tinha trocado o formato clássico de placagem por um jogo de flag football, para reduzir o risco de lesões para as estrelas.
No entanto, nem isso conseguiu travar a gradual perda de importância: a edição de 2026, em São Francisco, registou um mínimo histórico com apenas 1,9 milhões de espectadores nos EUA.
Assim, a questão incómoda dos suplentes fica também resolvida. Até agora, era necessário recorrer a uma série de suplentes sempre que as estrelas desistiam devido a lesões ou outros compromissos — o que fazia com que o evento perdesse ainda mais prestígio.
No futuro, manter-se-á o número original de 88 jogadores, que continuarão a ser selecionados por votação, em partes iguais, por jogadores, treinadores e adeptos.
A NFL salienta que o Pro Bowl deve, assim, voltar a centrar-se na sua essência: a homenagem às melhores exibições no campo de jogo real, em jogos oficiais da época — em vez de num espetáculo sem significado desportivo.




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